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João da Mata Machado (Papai Mata)
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 8 fev 1818
  Diamantina, MG, 1886

 Casou-se com Amelia Senhorinha Caldeira Brant (Mamãe Amélia)

Pouso Alto do Serro é hoje Presidente Juscelino, MG.
Esmerava-se muito na educação de sua prole e fez com que todos os filhos estudassem e se formassem, a exceção de Augusto, que optou pela carreira comercial. Mas a esse, ele exigiu uma declaração por escrito em tal sentido.
Estabeleceu o Morgado dos Matta Machado.
Seu nome se deve ao fato de ter nascido no dia de São João da Mata. Para os espanhóis, São João da Mata nasceu dia 10 de março, e não dia 8 de fevereiro como registra a fé católica portuguesa. Seu bisneto Aires da Mata Machado, um dos primeiros a retirar o duplo "T" do sobrenome, dizia que, se fôssemos seguir a grafia correta, deveria se escrever "Matha", pois o santo do dia oito de fevereiro era francês e esta deveria ser a grafia.
Dizia que um homem devia fazer apenas uma coisa durante a vida, e essa o mais bem feito possível. Também dizia que os moços deveria casar quando chegassem aos 30 anos e tivessem 100 contos.
Foi comerciante de diamantes desde pequeno até os últimos dias de sua vida.
Aprendeu o francês, provavelmente com a mãe. Autodidata que era, adquiriu razoável cultura.
Comprava diamantes que lhe eram oferecidos e mandava seus capangueiros comprar dos garimpeiros. Ainda recebia partidas de pedras preciosas de diversos negociantes e empreendia longa viagem até a corte no Rio de Janeiro. A viagem era difícil e perigosa. Enorme distância a ser vencida por animais, através de péssimas estradas, e os assaltos dos ladrões da Mantiqueira, os quais atacavam os comboios para roubar as mercadorias. Os vendedores de pedras formavam suas próprias polícias, armando numerosos escravos, para os acompanhar.
A vida de João da Matta foi praticamente isso: comprar diamantes em seu torrão natal e vendê-los no Rio de Janeiro. Conta-se que, doze dias depois de casado, empreendeu ele uma dessas viagens.
Até Juiz de Fora realizavam a penosa travessia em lombo de animais, mas aí encontravam-se as diligências, que corriam até o Porto da Estrela, no fundo da baía da Guanabara. Apeando das carruagens os viajantes tomavam as barcas e desciam no Cais dos Mineiros, assim chamado pela procedência dos que ali desembarcavam.
Conseguiu adquirir razoável fortuna com o comércio de diamantes. Quando o negócio sofreu grande revés com a descoberta das minas do cabo, na África do Sul, os mineiros tiveram que ir à Europa para vender seus diamantes. Acontece que lá só queriam o diamante lapidado ou o brilhante. A lapidação era feita na Holanda, com altos custos, o que acarretou grandes prejuízos a muitos comerciantes. João da Matta tratou de fundar sua própria fábrica de lapidação de diamantes em Diamantina. Chamada Formação. Ele era bom comerciante e, quando as "vacas magras" chegaram, já tinha acumulado capital, comprando boas casas na cidade e uma grande chácara na Pulquéria.
Após a descoberta de diamantes na África, os comerciantes de Diamantina resolveram reagir com recursos legais. Sustaram as remessas para a Europa, sob a influência de João da Mata Machado, que contratou no Rio de Janeiro em 1872 o lapidário Luís Paulino de Oliveira Miranda, que possuía, na Gávea, uma pequena engenhoca de lapidação, a soldo da casa Luis de Resende. "Foi o primeiro lapidário entrado em Diamantina", segundo um artigo inserto no O Momento, no. I. A prioridade, pois, cabe a João da Mata Machado e a sua fábrica da Formação, fundada em 1872, foi a 1a. de Minas Gerais.
Já no fim da vida e sentindo-se adoentado, o Papai Matta procurou os banhos da Água Quente, os quais gozava da fama de serem bons para a saúde. Notando a amenidade do clima local e as condições propícias para a fundação de um estabelecimento fabril, escreveu para os filhos e genros uns apontamentos sobre o assunto com a epígrafe - "O que muito convinha fazer-se". Depois de sua morte, seus descendentes, para cultuar-lhe a memória, realizaram sua idéia, reunindo-se e fundando a Fábrica de Fiação e Tecidos Santa Bárbara.
Naqueles tempos remotos (provavelmente 1886), a estrada de ferro ainda estava muito longe e os pioneiros do Estado lutavam com toda sorte de dificuldades, vencidas pela sua tenacidade e coragem. O maquinismo vinha de longe, trazido nos morosos carros-de-boi, não havia técnicos e nem operários especializados. O mestre da fábrica teve que vir da Inglaterra, para instruir os nacionais.
Em avançada idade e já doente, ainda teve o prazer de ver seu filho galgar o mais alto posto de Governo daqueles tempos. Depois de alegrar com a notícia, procurou sua esposa na quinta, de enxada em punho, cuidando das plantas. Abraçou-a dizendo-lhe: "Você tem um filho Ministro!"
Papai Matta foi sepultado na Igreja de São Francisco, assim como vários outros membros da família, que pertencia à irmandade de São Francisco de Assis.

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Outras informações:
Descendentes
Famílias às quais pertence

Fonte: site Nossa Gente Genealogia - www.nggenealogia.com.br
Amelia Senhorinha Caldeira Brant (Mamãe Amélia)
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Gabriela Antonina da Gabriela da Matta Corrêa Rabello (Inhá)Álvaro da Mata Machado (1856 - 1925)
Pedro da Mata Machado (Pepedro)
Tiveram 3 filhos.
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