O sobrenome originou-se, como muitos outros terminados em "es", na expressão "filho de Rodrigo", e foi adotado, portanto, de forma arbitrária por muitas famílias antigas. Das famílias mais antigas que adotaram este sobrenome de forma definitiva, podem ser citadas: a de Antônio Rodrigues, rei de armas de Portugal, que viveu na época do rei D. Manuel I, por volta do ano de 1495, e a de Rodrigues de Varillas, proveniente de Salamanca, Espanha, descendente de D. Ramiro, rei de Aragão, falecido em 1094.
No Brasil, o sobrenome Rodrigues se espalhou por praticamente todos os estados. Em Minas Gerais, merece destaque a família de Antônio José Rodrigues, nascido em 1819 no Rio de Janeiro e que se fixou no distrito de Santo Antônio do Muriaé (hoje município de Miraí), onde viveu até o seu falecimento, em 1891. Deixou numerosa descendência de seu casamento com Maria Florência de São José, ocorrido por volta do ano de 1851, que se espalhou pelas cidades de Miraí, Muriaé, Carangola e Rio de Janeiro.
Em nossa base de dados, são encontrados dezenas de grupos familiares, dos quais três merecem ser destacados, em função da maior quantidade de pessoas: a descendência de
Antônia Rodrigues Horta (Antônia do Cafezal), matriarca também da família Horta Barbosa, surgida a partir de seu casamento com
Luiz Antônio Barbosa da Silva; a descendência de
Antônio Rodrigues Pereira, o barão de Pouso Alegre, pai do ilustre Conselheiro
Lafayette Rodrigues Pereira (que dá nome à cidade de Conselheiro Lafaiete), que tem ligações tanto com a família Horta Barbosa, acima citada, como também com a conhecida família Andrada, de Barbacena; e a descendência de
Joaquim Antônio Rodrigues, proveniente da região de Belo Horizonte e que foi catalogada a partir das pesquisas de
Márcio de Ávila Rodrigues.
Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Barata e Cunha Bueno